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Vida de Livro, por Andreia Moreira

| 1 de Setembro de 2009 | Actualizado: 27 de Abril de 2011 |
Hoje reli um livro para vos falar dele e encantei-me de novo com a sua ingente mensagem vestida de simplicidade. Como lá se diz “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.” Este é o livro que se lê com o coração. Saberão de que livro falo, por certo, e ainda assim vos recomendo que o (re)leiam.

O PRINCIPEZINHO, Antoine de Saint-Exupéry -

Hoje reli um livro para vos falar dele e encantei-me de novo com a sua ingente mensagem vestida de simplicidade. Como lá se diz “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.” Este é o livro que se lê com o coração. Saberão de que livro falo, por certo, e ainda assim vos recomendo que o (re)leiam.

Antoine de Saint-Exupéry publicou-o durante a guerra em 1943. Poderíamos iludirmo-nos pensando tratar-se de um livro para crianças. – As ilustrações são deliciosas de tão singelas e da autoria do próprio autor. – Não é, no entanto, de um livro infantil que se trata. Este é um livro para a humanidade e um importante legado. E se estas palavras fazem sentido, porque temos tanta dificuldade em pôr em prática o que deveria ser senso comum? Talvez nos esqueçamos de ouvir a criança que já fomos. Em criança falta-nos viver tudo. O presente é feito de expectativas, sonhos e possibilidades. Ao crescer esquecemo-nos, não raras vezes, de algumas coisas que já trazíamos em nós ao nascer. Há muita sabedoria num coração infantil que desconhece, ainda, as prisões erguidas pela própria mente; que ainda persegue os seus sonhos; que não perdeu a capacidade de acreditar no absurdo e que se dá aos outros sem julgamento. É na infância que instintivamente (re)conhecemos os amigos sem que eles nos tenham de contar quem são. É-nos inato o entendimento do outro. Por isso crianças de diferentes nacionalidades são capazes de brincar sem necessidade de proferir palavra. Cada interacção entre o menino do cabelo cor de trigo e alma sã e outros asteróides (Doce metáfora: cada pessoa é um “mundo”) um ensinamento precioso; um reavivar de memória. Se não sairmos do nosso mundo para tocar outros mundos, vivemos na mais sombria solidão. Vazios. Pobres de espírito. Há que cultivar o interior, enriquecê-lo com o intangível, que o que é material não nos pode entrar no coração. Será sempre carga despicienda no fim de qualquer existência. Preferir o ser ao ter; a qualidade à quantidade; saber manter a alegria de viver, não receando rirmo-nos do que somos ou fazemos; apreciar a beleza do que é natural, como um pôr-do-sol; saber muito não se tentando vivê-lo deveras, é tão limitado quanto nada saber; compreender a efemeridade do que somos e a premência de aproveitar o momento, as pessoas que amamos e as vivências que temos oportunidade de experienciar, são apenas alguns exemplos do que recordei, acerca da vida que quero viver, ao ler “O principezinho”. A vida é o nosso bem mais precioso e só cada um pode decidir como (pre)encher esse tempo finito. (Re)leiam o livro e relembrem o que vos é essencial.

195 BPM – Passou a fazer parte de mim. Inesquecível – Um livro para nos acompanhar a vida. A adquirir. Oferecer a um amigo.


 


copyright texto: Andreia Azevedo Moreira




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